Não é nem que o Corinthians tenha feito um bom primeiro tempo. Na verdade, o Corinthians se defendeu muito bem até um certo momento do primeiro tempo. E, enquanto isso, fez dois gols.
É. Simples assim. Morais sofreu falta de Pará na entrada da área e Chicão, para variar, enfiou a bola no gol, como se fosse com a mão, aos 10 minutos. O Santos, que tinha mais posse de bola até aí, aumentou seu domínio. E o Corinthians se defendendo.
Bem, sem sustos. Então, Kléber Pereira passou mal uma bola no meio de campo, Chicão interceptou e num chutão achou Ronaldo que, até então, jogava bisonhamente. Adivinhe o que aconteceu...Ronaldo matou a bola com a categoria que trouxe do berço e finalizou com a frieza que traz no DNA: Corinthians 2 a 0, aos 25.
Fácil, extremamente fácil. Aí, ficou difícil. Porque o Corinthians já não marcou tão bem e Felipe teve que salvar três gols santistas. Um dos pés de Kléber Pereira e de Neymar, em seguida, aos 36;outro, aos 40, quando Triguinho bateu cruzado e o goleiro desviou com o pé;e mais um, aos 41, quando defendeu junto à trave uma bola que tinha endereço certo.
O Santos perdia de 2 a 0, e era demais, e já tinha perdido Pará (volta o titular Roberto Brum) e Fabão para o segundo jogo. O Corinthians não perdia nada, ao contrário, só ganhava. Para o segundo tempo, apenas o Corinthians mudou, com Fabinho no lugar de Jorge Henrique, com dores. E logo de cara o Santos teve uma ótima chance de gol, com Kléber Pereira cabeceando por cima e com Chicão e Germano trocando carícias dentro da área, mais Germano que Chicão, diga-se, porque o santista acabou por dar um soco no corintiano.
O Santos tentava pressionar, como era de se esperar. Alugava meio campo, mas se expunha aos contra-ataques. Madson se matava em campo, de maneira comovente. E levava perigo.
Neymar desperdiçou mais uma chance aos 12. O gol santista parecia estar maduro, mas os atacantes santistas toda hora ficavam impedidos (oito vezes na primeira hora do jogo). A Vila tentava empurrar. E Triguinho, aos 16, foi à linha de fundo depois de bom passe de Madson, cruzou, e Felipe, que ironia, botou para dentro do gol: 2 a 1. Não era justo. Era justíssimo.
E a Vila Belmiro pegou fogo. Madson era um capeta em forma de jogador, prendendo bola, roubando bola, passando bola, cruzando bola. Quase a bola. E Ronaldo, nada."Só" o gol...Neymar também pouco aparecia, diferentemente de Paulo Henrique, sempre bem. Aos 25, o Corinthians perdeu Chicão para o jogo final, por cartão amarelo. No minuto seguinte, Mano Menezes tirou Douglas, que pouco fez, e botou Boquita.
O Corinthians tentava ficar mais com a bola para quebrar o ritmo do time e da torcida santistas. Depois de perder quatro gols certos diante do CSA e mais três bem possíveis contra o Corinthians, o artilheiro Kléber Pereira deu lugar a Roni. Paulo Henrique saiu, entrou Robson.
Era inútil. Porque, aos 31, Ronaldo, de cobertura, fez 3 a 1, ao pegar bola de Elias. Era "só" o que ele fazia. Gols, mais um, o oitavo no Paulistinha. E era tudo.
Ou mais. Maikon Leite, de volta, substituiu Triguinho. Túlio entrou no lugar de Cristian. Aos 36, Felipe se "redimiu" do gol que levou, ao pegar um chute à queima-roupa de Robson, num milagre.
O Corinthians está a uma derrota por dois gols de diferença para ser campeão e a um empate, ou uma vitória, no Pacaembu, para ser campeão invicto. Alguém ainda tem dúvida?
E não é que Ronaldo está fazendo os blogueiros errarem pela terceira vez com ele? Porque, de fato, ele está de volta. Diferente, mas de volta.
0 comentários:
Postar um comentário